glossário
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Alumínio
O alumínio (Al) é o metal mais abundante na crosta terrestre e ocorre no ambiente naturalmente como produto do intemperismo das rochas e das atividades vulcânicas e como resultado das atividades antropogênicas, como as minerações, o processamento de minérios e a produção de alumínio metálico, ligas e compostos. É utilizado no tratamento da água, como aditivo alimentar, na fabricação de latas, telhas, papel alumínio, na indústria farmacêutica, dentre outros. A absorção do metal acontece oralmente ou por inalação e a exposição crônica pode causar efeitos neurológicos, músculo-esqueléticos e hematopoéticos em pessoas com disfunções renais. Ocupa a 187° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. Alguns casos conhecidos de contaminação aconteceram em 2006 (Minas Gerais), 2004 (Sorocaba, SP) e 2003 (Barcarena, PA).  Ver Ficha Completa
Amianto
Asbesto e amianto são nomes comerciais de um grupo heterogêneo de minerais facilmente separáveis em fibras. Listam-se mais de 350 minerais com estrutura fibrosa pertencentes a dois grupos: a crisotila e os anfibólios. Ocupa a 90° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. Diversos países proíbem seu uso. A União Europeia proíbe toda e qualquer utilização do amianto no seu território desde 1 de Janeiro de 2005, estando a sua extração igualmente proibida. Na América do Sul o uso do amianto é proibido na Argentina, no Chile e no Uruguai. No Brasil, quatro Estados (SP, RJ, RS, PE) já aprovaram leis que banem essa substância. Os problemas com o asbesto surgem quando as fibras se dispersam no ar e são inaladas. As doenças ocupacionais relacionadas ao amianto são a asbestose, cânceres de pulmão, do trato gastrointestinal e o mesotelioma. Um caso de contaminação conhecido ocorreu no Município de Poções (BA), onde houve o abandono do antigo local de mineração do amianto, deixando cerca de 700 hectares de área degradada, com milhares de metros cúbicos do mineral a céu aberto.  Ver Ficha Completa
Arsênio
O arsênio (As) é um metalóide oriundo de fontes naturais e/ou antropogênicas (ex: em atividades de mineração e fundição de ouro, chumbo, cobre e níquel) e está associado a minerais de sulfeto calcofílicos como a arsenopirita (FeAsS2). Ocupa a 1° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. A exposição ao As pode causar doenças cardiovasculares, distúrbios no sistema nervoso central, câncer de pele, bexiga, fígado, rins, pulmões, próstata e gangrena nos membros. Alguns casos conhecidos de contaminação aconteceram em Lagunera (México), Antofagasta (Chile), Córdoba (Argentina), Mongólia e Taiwan. Destacam-se ainda os casos de 1999 em Santana (AP) e em 1995 (Bangladesh).  Ver Ficha Completa

Cádmio
O cádmio (Cd) é um metal tóxico em níveis de exposição muito baixa. Ocupa a 7° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. A maior fonte natural de mobilização de Cd da crosta terrestre são os vulcões e o intemperismo das rochas. Fontes antropogênicas incluem: minerações de metais não ferrosos, combustão de carvão, incineração de refugos, metalurgia de ferro e aço, produção de pigmentos, anticorrosivos, pilhas elétricas e plásticos. Os efeitos da contaminação pelo metal são distúrbios do metabolismo do cálcio, hipercalciúria e formação de pedras nos rins. A exposição a altas doses podem levar a câncer de pulmão e de próstata. Alguns casos de contaminação ocorreram em 1996 na Baía de Sepetiba (RJ), em 1993 no Reino Unido (Droitwich) e na (Polônia (Aktyuz).  Ver Ficha Completa
Chumbo
O Pb é um elemento tóxico não essencial. Suas fontes naturais incluem as emissões vulcânicas, o produto do intemperismo geoquímico e as emissões provenientes do mar, porém a quantidade do metal inserida no ambiente proveniente de fontes naturais é pequena em comparação ao input antropogênico. Ocupa a 2° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. O metal é utilizado na fabricação de canos para conduzir água, de revestimento de cabos elétricos, de chapas para pias, cisternas e telhados, na indústria de acumuladores, em pesticidas, dentre outros. É introduzido no organismo através de inalação, ingestão e por via dérmica. Dá-se o nome de saturnismo (ou plumbismo) à intoxicação pelo metal e sua exposição pode acarretar sérios danos aos sistemas nervoso central, hematopoiético, renal, gastrointestinal, cardiovascular, musculoesquelético e reprodutor. Alguns casos de contaminação ocorreram em 2010 na Nigéria, em 2009 na China, em 2002 (Bauru, SP) e em Adrianópolis (PR).  Ver Ficha Completa
Cianeto
Cianeto é o nome genérico de qualquer composto químico que contém uma ligação tríplice entre um átomo de carbono e um de nitrogênio (C = N). Grande parte dos compostos encontrados no solo e na água é proveniente de processos industriais e suas maiores fontes são os descartes de processos de mineração, usinas siderúrgicas, indústrias químicas de compostos orgânicos e estações de tratamento de água. Ocupa a 28° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. Elevados níveis de cianeto prejudica o cérebro e o coração, causa coma e até morte. Alguns casos conhecidos de contaminação aconteceram em 2001 (Gana), 2000 (Romênia), 1997 (Gana) e 1995 (Guiana). No Brasil pode ser relatada a poluição da baía de Babitonga (SC), do córrego do Jacu (MG) e da cidade de Limeira (SP).  Ver Ficha Completa

Cobre
O Cobre (Cu) é um metal condutor de calor e de eletricidade, dúctil e maleável. Apresenta elevada resistência à tensão física e à corrosão. Fontes naturais do metal são as poeiras, os vulcões, os incêndios florestais e as névoas aquáticas. Fontes antropogênicas incluem a emissão pelas atividades de mineração e fundição, pela queima de carvão como fonte de energia e pelos incineradores de resíduos. Ocupa a 128° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. A principal via de ingresso no organismo é oralmente e a exposição crônica leva a um espessamento e esverdeamento da pele, dentes e cabelo, irritação das fossas nasais, úlceras e perfuração de septo além de hepatoxicidade. Alguns casos de contaminação conhecidos ocorreram em 1998 na França e em Sevilla, na Espanha. No município de Caçapava do Sul (RS), depois de esgotada a mineração Cu das minas do Camaquã, a sub-bacia do Arroio João Dias apresentou contaminação proveniente do beneficiamento do minério de Cu.  Ver Ficha Completa
Cromo
O cromo ou crômio (Cr) é utilizado nos processo de curtimento de couros, na preservação de madeira, como pigmentos, inibidor de corrosão, etc. As principais indústrias que utilizam esse metal são das áreas de metalurgia, química e refratária. Entre as fontes naturais de contaminação ambiental estão os incêndios florestais e as erupções vulcânicas. O único mineral-minério para obtenção do cromo metálico é a cromita. Existem três formas principais de absorção do Cr pelo homem: ingestão, contato dermal e inalação (a mais comum). Alguns dos sintomas causados por envenenamento são: rinite e sinusite crônica, atrofia da mucosa nasal, alterações na pele, possíveis efeitos no sistema circulatório, trato gastrointestinal, hematológico, hepático e renal além do risco elevado de cancer pulmonar. Ocupa a 77° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. Alguns casos de contaminação ocorreram em 1982 no interior do Rio de Janeiro e na Índia, onde cerca de 85% das mortes no vale Sukinda têm como causa a intoxicação do ar e da água pelas 12 minas de Cr.  Ver Ficha Completa
Ferro
O ferro (Fe) é o quarto elemento mais abundante da crosta terrestre. Apresenta-se principalmente na forma de óxidos, carbonatos e sulfetos. Os principais minérios de ferro são a hematita (Fe2O3), a magnetita (Fe3O4), a limonita (Fe2O3NH2O), a siderita (FeCO3), a goethita (FeO(OH)) e a pirita (FeS2). Os depósitos de minério de ferro foram formados por desgaste de rochas pela ação de agentes atmosféricos; sedimentação; processos hidrotérmicos e químicos. As formações ferríferas compostas de hematita e sílica, denominadas itabiritos, se constituem nos maiores depósitos. O metal é utilizado em sua quase totalidade na indústria siderúrgica (99%). O ferro é um micronutriente essencial ao nosso organismo, necessário em pequenas quantidades. Porém, a exposição ao metal, por via digestiva, causa vômito, diarréia e lesão intestinal. Alguns casos de contaminação ocorreram em Espera Feliz (MG) no ano de 2010 e na década de 80 na cidade de Rafard (SP).  Ver Ficha Completa

flúor
O flúor (F) é um elemento amplamente distribuído na crosta terrestre, existente na forma do íon fluoreto (F-) em muitos minerais. Fontes naturais de fluoretos estão associadas às atividades vulcânicas e as águas termais enquanto fontes antropogênicas incluem os fertilizantes fosfatados, as fábricas de processamento de Al e as indústrias que submetem rochas e outros tipos de material terroso a altas temperaturas, como a de cerâmicas, vidros, fertilizantes, fundições e siderúrgicas. Ocupa a 262° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. Ingressam no organismo pela via digestiva e pela via respiratória e os sinais de uma intoxicação começam por irritação gastrointestinal, podendo chegar à morte. Desde 1994, o município de Cubatão (SP) o impacto da poluição por F- tem sido relatado, provenientes do grande número de indústrias de fertilizantes.  Ver Ficha Completa
Manganês
O Manganês (Mn) é um dos metais mais abundantes da crosta terrestre. O Mn encontra-se na natureza combinado com outros elementos como Fe, Ba, Co e Zn nas formas de óxidos, hidróxidos, silicatos, carbonatos e sulfetos. Ocorre naturalmente na água superficial e subterrânea, no entanto, as atividades antropogênicas são também responsáveis pela contaminação da água. Ocupa a 117° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. O metal e seus compostos são usados na indústria do aço, ligas metálicas, baterias, vidros, oxidantes para limpeza, fertilizantes, vernizes, suplementos veterinários, dentre outros usos. A exposição ao metal pode provocar efeitos adversos primordialmente no sistema nervoso. Alguns casos de contaminação ocorreram em 2001 nos EUA, em 2000 na Romênia (baía Maré), no Japão e no sul da China em 2010.  Ver Ficha Completa
Mercúrio
O Mercúrio (Hg) é um metal presente em diversas formas na natureza (metálico, orgânico, inorgânico) e sua fonte mais importante é o cinábrio (HgS). Ocupa a 3° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. O metal é usado principalmente como catalisador na produção eletrolítica do cloro e da soda cáustica na indústria de cloro-álcali, porém alguns autores assinalam que a maior parte do Hg lançado ao meio ambiente provém do emprego de técnicas rudimentares na mineração artesanal de ouro. A principal contaminação se dá pela ingestão de alimentos contaminados com o metil-mercúrio, sendo os peixes e frutos do mar os mais importantes vetores. Causa danos cardiovasculares, nos rins e no cérebro acarretando em mortes. Alguns casos de contaminação conhecidos aconteceram em 1971-1972 no Iraque, em 1965 (Niigata, Japão) e nos anos 50 / 60, em Minamata, no Japão.  Ver Ficha Completa

Níquel
O níquel (Ni) tem como principal origem geoquímica as rochas magmáticas. A maior fonte antropogênica de exposição ao metal é a queima de combustíveis e de óleos residuais, de carvão, mineração e processamento de Ni, porém o metal também é inserido na atmosfera naturalmente, por meio das atividades vulcânicas, dos incêndios florestais, da poeira meteórica e do spray de sal marinho. Aproximadamente 65% do Ni consumido é empregado na fabricação de aço inoxidável e outros 12% em superligas. O restante é repartido na produção de outras ligas metálicas, baterias recarregáveis, reações de catálise, cunhagens de moedas, revestimentos metálicos e fundição. Ocupa a 53° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR. A exposição ao metal está freqüentemente associada a lesões cutâneas; distúrbios renais e hepáticos, infertilidade, neoplasias (câncer) pulmonares, apatia, cefaléias, insônia, diarréia e náuseas. Casos de contaminação são conhecidos na Rússia, em Norilsk, colocando a cidade entre uma das 10 mais poluídas do mundo. Em 2010 no Canadá, os moradores da cidade de Port Colborne ganharam uma ação judicial por conta da contaminação causada pelas emissões de uma antiga refinaria de níquel.  Ver Ficha Completa
Urânio
O Urânio (U) é um elemento radioativo que ocorre na natureza resultado de lixiviação de depósitos naturais, da liberação em rejeitos, das emissões da indústria nuclear, da combustão de carvão e de outros combustíveis e de alguns fertilizantes fosfatados. É um elemento que possui a peculiaridade da emissão de partículas radioativas, aproveitadas para produzir calor. Por esse motivo tem o seu maior aproveitamento na indústria nuclear, como combustível em usinas térmicas para geração de energia elétrica. A exposição ao elemento aumenta o risco de câncer e causa toxicidade renal, sendo a nefrite o principal efeito causado ao homem. Alguns casos de contaminação ocorreram em 2010 na Bahia, em 1999 no Japão e em 1986 na Ucrânia.  Ver Ficha Completa
Zinco
O zinco (Zn) é um dos elementos mais comuns na crosta terrestre. Caracteriza-se por sua propriedade eletroquímica protetora contra a corrosão sendo deste modo muito utilizado para revestir metais, principalmente o aço. Apesar de ser um elemento traço essencial em altas doses pode ser prejudicial a saúde humana. Seus compostos entram no corpo humano tanto por digestão quanto por inalação e altas doses absorvidas por via oral, em curto prazo, podem causar cólicas estomacais, náuseas e vômitos. Ingerir altas doses de zinco por vários meses pode causar anemia, danos no pâncreas, e diminuição do bom colesterol (HDL). Ocupa a 74° posição na lista de prioridade das substâncias mais perigosas, dentre as 275 listadas pela ASTDR (2007). Alguns casos de contaminação ocorreram em 2004 e 2005 na cidade de Vazante (MG).  Ver Ficha Completa